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Entrevista | Donizete Tokarski  – Biodiesel

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Donizete Tokarski é Diretor Superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), onde atua desde a fundação da entidade, em 2007. Graduado em Engenharia Agronômica (UFG) com especialização em Atividade de Gestão Ambiental pela FAO/ONU, em Madrid (Espanha).

 

Canal: Jornal da Bioenergia: Como o senhor avalia 2019 para a União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio)?

Donizete Tokarski: O ano foi de recordes para o setor. Com a entrada do B11, em setembro, alcançamos o recorde de 5,9 bilhões de litros de biodiesel produzidos para atender a demanda interna.

 

Canal: Qual a expectativa para 2020?

Donizete: Com o início do B12 em março, a expectativa é que a produção seja recorde novamente, com 6,8 bilhões de litros/ano. Além disso, o início do RenovaBio e a perspectiva de aumentos de mistura anuais até o B15 em 2023 estão incentivando investimentos do setor produtivo em ampliações, produção mais eficiente e busca por excelência de qualidade, a exemplo da proposta da Ubrabio de desenvolver um biodiesel premium entre suas associadas.

 

Canal: O B12 já será uma realidade para o próximo mês de março. O setor está preparado? Apenas com a implantação do B12, quanto será consumido de biodiesel no país? O que representa esse aumento na economia e geração de renda do setor?

Donizete: Sim, o setor está preparado. A expectativa é de chegarmos a 6,8 bilhões de litros de biodiesel em 2020. Hoje a capacidade autorizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) é de 9,2 bilhões de litros, mais do que o suficiente para atender a demanda.

Quanto aos impactos na economia, a evolução do uso de biodiesel, além de estar em linha com o RenovaBio, vai atrair investimentos em novas unidades de produção da ordem de R$ 1,2 bilhão. Serão necessárias 12 novas unidades de produção de biodiesel com a capacidade média de 170 milhões de litros/ano para atender o B15. Isso significa novos empregos, geração de renda e movimentação da economia. Outro setor que será alavancado é o de processamento de soja. A Ubrabio estima um acréscimo de 15 milhões de toneladas no processamento de soja, o que vai demandar investimento do setor privado equivalente a R$ 3,8 bilhões, além de promover agregação de valor à produção agrícola e fortalecimento da indústria nacional de carnes e derivados.

 

Canal: A Ubrabio acredita que o B15 será realmente possível até 2023?

Donizete: Com certeza. Além de ser lei, o setor já está se preparando, ampliando a capacidade das unidades produtores, construindo novas e melhorando ainda mais a especificação e a qualidade do biodiesel.

 

Canal: Após o B15, há previsão de mais aumento no PNPB?

Donizete: Sim. A ideia é que os aumentos de um ponto percentual ao ano continuem após o B15, para que possamos atingir o B20.

 

Cejane Pupulin -Canal-Jornal da Bioenergia