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Biodiesel: o pré-sal verde

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Com o mundo caminhando rumo à transição para energia limpa em substituição aos combustíveis fósseis, o biodiesel é o pré-sal verde brasileiro.

“Além de ser um produto que promove a segurança energética e alimentar, os biocombustíveis também asseguram um processo de economia mais sustentável. Quanto mais usamos biocombustíveis no processo de industrialização, maior é a geração de valor agregado ao produto e a verticalização da produção regional. Algo diferente do que ocorre hoje no País como no caso da soja, por exemplo, em que cerca de 80% é exportada sem agregação de valor. Ou seja, exportamos empregos, ao invés de gerar postos de trabalho no Brasil”, explica o diretor superintendente da Ubrabio, Donizete Tokarski.

A legislação brasileira prevê que a mistura obrigatória de biodiesel avance um ponto percentual ao ano, até alcançar o B15 (15% de biodiesel em 2023). Esses aumentos devem ocorrer sempre no dia 1 de março de cada ano, seguindo cronograma do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

Raio-x do biodiesel no Brasil (de 2005 a fevereiro de 2020):

Emissões de CO2 evitadas: 79 milhões de toneladas
Empregos gerados: 1,3 milhão
Usinas autorizadas pela ANP em 2020: 51
Regiões brasileiras com produção de biodiesel: Norte, Sul, Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste
Estimativa de mortes evitadas com a redução da poluição: 2,5 mil
Aquisições de matéria-prima da agricultura familiar: R$ 29 bilhões
Famílias de agricultores incluídas na cadeia produtiva: 100 mil
Aproveitamento de óleo residual e sebo bovino na produção: 6,5 milhões de toneladas
Volume de diesel que deixou de ser importado e usado: 41 bilhões de litros
Produção científica: 13 mil artigos publicados e 280 patentes depositadas no INPI-Ubrabio