Usinas Em Seropédica E Mauá Produzem Energia Limpa A Partir De Resíduos Orgânicos De Aterro Sanitário - 1
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Usinas em Seropédica e Mauá produzem energia limpa a partir de resíduos orgânicos de aterro sanitário

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Localizada na Lara Central de Tratamento de Resíduos, em Mauá (SP), a segunda unidade começou a operar em maio para gerar 5MW de energia

A Aggreko e Eva Energia assinaram contrato em 2021 para instalação de uma usina de geração de energia elétrica a partir do biogás do aterro sanitário localizado em Seropédica (RJ). Agora é a vez de Mauá (SP), que recebe mais uma unidade do projeto em maio. A planta, localizada na Lara Central de Tratamento de Resíduos, é capaz de gerar 5MW, o que representa 27% da capacidade total instalada da Eva Energia, empresa associada ao Grupo Urca Energia.

De acordo com a Eva Energia, praticamente toda a energia gerada na usina instalada em Mauá está vendida.  A empresa já tem contratos firmados com clientes dos segmentos de Varejo, alimentação e Bebidas, Financeiro e Transporte para negociar a energia na modalidade de geração distribuída.

A Aggreko é fornecedora dos geradores para a operação das usinas em Seropédica (RJ) e Mauá (SP), onde a produção de energia limpa parte de resíduos orgânicos de aterro sanitário.

Sidnei Vital Guimarães, gerente de desenvolvimento de negócios na Aggreko e responsável pelo setor de bioenergia, comentou a importância de projetos como esse em parceria com a Eva Energia para a transição energética, alinhado ao esforço global para reduzir em 30% as emissões de metano até 2030 em relação aos níveis de 2020. “Estamos muito felizes com o início operacional da usina de geração em energia em Mauá, o reflexo do sucesso desta operação está no trabalho árduo e dedicação das equipes da Eva Energia e Aggreko ao longo desses meses”, diz Guimarães.

Eduardo Lima, CEO da Eva Energia, frisa que a utilização do biogás derivado de aterros sanitários e de dejetos da suinocultura para a produção de energia contribui para a solução de diversos problemas de ordem ambiental e climática e vai ao encontro do movimento atual de descarbonização e descentralização do setor elétrico. “O aproveitamento dessas fontes de energia dá o tratamento adequado para os resíduos urbanos dos aterros sanitários, reduz as emissões de gases de efeito estufa, fornece energia renovável para as empresas que precisam cumprir suas metas ESG e viabiliza uma transição energética segura, sem intermitência e forma descentralizada”.

Aproveitamento energético de biogás

Os aterros sanitários são a terceira maior fonte de emissões antropogênicas de metano no mundo. No setor de resíduos sólidos urbanos (RSU), foram geradas 79 milhões de toneladas de RSU no Brasil em 2018, com aproximadamente 50% de fração orgânica, em sua maioria, destinados para aterros.

Usinas Em Seropédica E Mauá Produzem Energia Limpa A Partir De Resíduos Orgânicos De Aterro Sanitário - 4O novo Marco Legal de Resíduos Sólido determina os cenários orientados para viabilizar o aproveitamento energético dos gases gerados nas unidades de disposição final de rejeitos e define metas para aumentar a recuperação e aproveitamento energético de biogás de RSU.

A Política Nacional de Resíduos detalha algumas metas e indicadores para o aproveitamento energético do biogás:

  1. A potência instalada dos aterros sanitários considera que 50% do biogás gerado será aproveitado energeticamente até 2040, com o uso de tecnologias avançadas que permitam a captação de até 75% do gás. Para os anos de 2024 a 2036, ocorre uma projeção linear com aumento na captação e conversão em energia elétrica e outros aproveitamentos energéticos a cada quatro anos em relação à massa destinada para disposição final adequada;

  2. Todos os aterros sanitários terão eficiência mínima de captação de biogás de 50% para aproveitamento energético, com uma potência instalada de 257 MW até 2040, suficiente para abastecer 7,5 milhões de domicílios com eletricidade até 2040.

  3. Para determinação da potência instalada por meio de digestão anaeróbia considerou-se que 4% da massa nacional será tratada por meio dessa tecnologia com produção de biogás e aproveitamento energético.

  4. Cerca de 4% da massa nacional será digerida anaerobicamente com aproveitamento energético do biogás, tendo potencial de abastecer 2 milhões de domicílios com eletricidade até 2040.

Investimento na descarbonização da geração de energia

A busca das empresas pela adoção de uma matriz energética sustentável, com redução de emissões de carbono, tem levado ao crescimento da produção de energia elétrica a partir do biogás proveniente de aterros sanitários.

A Aggreko lançou ao mercado, em 2021, uma chamada para atrair projetos capazes de transformar biomassa de diferentes origens (aterros sanitários, agronegócio e indústria alimentícia, por exemplo) em biogás para geração de energia. Para essa empreitada, foram reservados R$ 240 milhões.

Para os próximos projetos, a ideia é continuar trabalhando com empreendimentos de geração distribuída, modelo considerado compatível com o objetivo da empresa de incentivar a descentralização e a descarbonização da geração de energia.

Quando concretizado, o plano de investir R$ 240 milhões em projetos no país irá resultar na geração de 163 mil megawatts/hora (MWh) por ano, o equivalente ao consumo anual de 81 mil residências. A previsão é que o plano de investimento seja concluído entre o fim de 2022 e o início de 2023.

Foi possível conhecer um pouco mais sobre os projetos de biogás da Aggreko no Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano. Realizado em abril, a empresa apresentou suas soluções de geração de energia turnkey e alternativas ambientalmente sustentáveis para clientes, por meio de modelos de negócios flexíveis, eliminando a necessidade de investimento e riscos relacionados à operação e manutenção da usina de geração de energia.

“Temos uma equipe de especialistas em biogás à disposição para apoiar os clientes e parceiros na estruturação, desenvolvimento e implantação de projetos. Desta maneira, conseguimos olhar para toda a cadeia do biogás, desde o estudo do potencial de produção, validação da melhor tecnologia para o sistema de captação no aterro sanitário, até a melhor tecnologia para digestão anaeróbia ou codigestão da biomassa”, afirma Guimarães. (Assessoria de imprensa)

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