Murilo Aguiar destaca a necessidade de investimento e planejamento para a viabilidade do negócio (Créditos: Divulgação INTL FCStone)

Entrevista/FCStone prevê um ano melhor para as usinas

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Murilo F. Aguiar  -Consultor em Gerenciamento de Riscos . Economista pela Universidade Estadual Paulista (UNESP) e consultor em Gerenciamento de Riscos – Açúcar & Etanol (mercados futuros) da INTL FCStone.

Canal-Jornal da Bioenergia: Quais as principais frentes de trabalho da INTL FCStone em 2017?

A INTL FCStone tem renomada atuação em serviços de consultoria de gestão de riscos, com objetivo de quantificar e monitorar a exposição das entidades comerciais a riscos financeiros de commodities agrícolas e moedas. Auxiliamos nossos clientes na execução das estratégias de hedge com uma variedade de produtos, de futuros e opções negociados em bolsas a instrumentos de OTC que oferecem maior flexibilidade e soluções personalizadas.

Entre outras atividades a empresa atua, também, com pagamentos globais, títulos e soluções em mercado de capitais e serviços de compensação e execução, operando com mesa de câmbio e arbitragem de moedas com mercados à vista.

Qual produto do setor sucroenergético terá mais destaque este ano?

Para 2017 as perspectivas são de, novamente, um bom ano para o setor sucroalcooleiro, acompanhado de bons preços de seus principais produtos, açúcar e etanol. Para a safra 2017/18 as estimativas iniciais da INTL FCStone apontam um volume de matéria-prima similar ao de 2016/17, com moagem ao redor de 590 milhões de toneladas no Centro-Sul brasileiro, produção de açúcar de 35,7 milhões de toneladas e 24,2 bilhões de litros de etanol.

O açúcar deverá, novamente, seguir com preferência frente ao etanol, com leve aumento do mix para 47,5%, dado maior remuneração do produto e novos investimentos em açucareiras.

Há expectativas de queda do preço etanol para o consumidor em 2017?

A entressafra será um pouco mais longa. Com isso, os preços do etanol deverão se estender além de fevereiro com valores fortalecidos.

Pela sazonalidade histórica de produção e preços estes devem apresentar desvalorização a partir de março/abril, período o qual deverá apresentar vantagem para o consumidor. Contudo, teremos a variação do preço internacional do petróleo bem como a cotação do câmbio doméstico, balizadores recentes de novos reajustes de preços da gasolina utilizados pela equipe econômica da Petrobrás, a qual atua como ‘teto’ de preços para o biocombustível.

O Renovabio será positivo?

O Renovabio é um trabalho em desenvolvimento e com grandes ambições, com foco para os biocombustíveis de maneira geral, mas sem dúvida a grande capacidade/volume de produção do etanol no país abre uma boa expectativa para o segmento, o qual tende a fortalecer a esperança nesse produto.

Contudo, ainda há uma série de dúvidas não resolvidas, nem devidamente explicadas, o que tende a alongar a implementação desse sistema. Mas o interesse do governo em traçar um ‘rascunho de caminho’ de matriz energética, sem dúvida, é importante, podendo estimular investimentos de curto prazo no setor.

 

Canal-Jornal da Bioenergia