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Conferência DATAGRO destaca retomada dos investimentos no setor sucroenergético

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Realizado na quarta-feira (11), o mais recente ”Warm-Up da 21ª Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol”, que acontece em outubro no formato híbrido – presencial e on-line -, destacou a perspectiva positiva de retomada dos investimentos no setor sucroenergético. Com o título ”A 4ª onda de expansão do setor sucroenergético”, o webinar reuniu o diretor da DATAGRO, Guilherme Nastari; Rogério Martins, diretor do fundo de investimento Amerra; e José Bolivar, diretor do grupo Japungu Agroindustrial.

Em suas respectivas falas, os palestrantes assinalaram que o segmento brasileiro da cana é o que melhor expressa globalmente a sadia combinação de agricultura alimentar e energética ao gerar a partir de uma matéria-prima alimentos [açúcar], biocombustíveis [etanol], bioeletricidade [energia elétrica], entre outros produtos. Ressaltaram também que diferentemente de outros países, no Brasil não existe competição por área entre produção de alimentos e energia, devido aos constantes ganhos de produtividade do agro nacional e a complementaridade entre diversas culturas.

Em linhas gerais, os participantes salientaram, ainda, que o segmento passa por um período de novo arranque, que deverá ser marcado, sobretudo pela reativação de operações que estavam paradas e por um movimento de fusões e aquisições. A implantação de novos projetos, greenfields, por hora está descartada pela exigência de altos investimentos.

Segundo Bolivar, um ponto que merece atenção neste momento de retomada é o custo de arrendamento de terras, que se mostra elevado. Ao concluir, Martins acentuou que a agenda ambiental ganhou força na tomada de decisão de investidores interessados no agronegócio e que, neste aspecto, o segmento sucroenergético está bem posicionado pelos investimentos nas ações de ESG.

No que diz respeito a crédito, os palestrantes finalizaram, mencionando que, pela sua grandeza, perspectivas e necessidade de recursos, o agro caminha em direção a fontes do mercado privado, e que a maior demanda é por financiamento de longo prazo. Datagro