CNA avalia impactos da pandemia no setor sucroenergético

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A Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu nesta quarta-feira (03) para discutir os impactos da pandemia no setor sucroenergético e a participação dos produtores na remuneração gerada pela emissão dos Créditos de Descarbonização por Biocombustíveis (CBios).

O presidente do colegiado, Ênio Fernandes, conduziu o debate virtual, que contou com a participação de Federações da Agricultura e Pecuária dos Estados, especialistas do setor e entidades representativas de produtores e fornecedores de cana.

Segundo o presidente da Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), Gustavo Rattes de Castro, o clima seco na região Centro-Sul impactou a produtividade agrícola. “Em relação ao mercado, com o lockdown, houve redução no consumo e nos preços do etanol. Entretanto, esperávamos um impacto maior”.

Já o coordenador consultivo da Orplana, Ismael Perina Júnior, disse que a maior preocupação é com a pós-pandemia. “O financiamento da próxima safra poderá ser um problema. O rigor das análises de crédito rural será maior e mais complexo”.

Para o gestor de Projetos do Pecege, Haroldo Torres, o impacto da pandemia no setor foi severo até o momento, principalmente para o etanol. “Tanto destilarias autônomas quanto fornecedores de cana terão menor geração de caixa, o que pode comprometer os investimentos no ativo biológico e reduzir os ganhos nas safras seguintes”.

O diretor da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Luís Henrique Scabello, afirmou que em razão do clima seco na região Centro-Sul, as usinas estão com a moagem de cana acelerada, indicando uma safra mais curta.

Outro assunto debatido na reunião foi a participação dos produtores de cana no Crédito de Descarbonização por Biocombustíveis (CBios), remuneração que as usinas produtoras de etanol receberão pelos serviços ambientais. O benefício está previsto na Política Nacional de Biocombustíveis, o RenovaBio.

De acordo com o presidente da Comissão Nacional de Cana-de-Açúcar, Ênio Fernandes, o produtor vai gerar parte desses CBios, mas quem vai comercializar é a indústria. Os representantes da Comissão defendem que parte desse recurso seja repassada ao produtor e o que é de direito da usina seja repassado para a indústria.

Fernandes destacou a importância da articulação do setor com outras cadeias que já recebem o crédito, como a soja e o milho. “O CBios pode ser a porta de entrada para a remuneração por outros ativos ecológicos”.

A precificação esperada de Açúcar Total Recuperado (ATR) na safra atual também foi tema da pauta. O ATR aponta os percentuais de açúcar e sacarose da cana, o que influencia diretamente na remuneração paga ao produtor.

Segundo o gestor de Projetos do Pecege, Haroldo Torres, em média, na safra 2019/2020, 40% do preço do ATR foi dado pelo preço do açúcar. “Na safra 2020/2021 o mix provisório sinaliza que o açúcar será responsável por 55,78% da remuneração do produtor”.  DATAGRO

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