Ceará Mirim Agroindustrial investe em recuperação de canaviais aliada à tecnologia e sustentabilidade

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Investimentos da empresa associados a um cenário climático mais favorável apontam salto de produtividade na safra 2022/2023

A Ceará Mirim Agroindustrial – empresa do Grupo Telles que utiliza tecnologia agrícola de ponta na produção de biocombustíveis – vem investindo fortemente na recuperação de seus canaviais localizados no município de Ceará-Mirim (RN), a 34 km de Natal, um dos principais polos produtores de cana-de-açúcar do estado afetados pela seca e estiagens ocorridas em 2021, já de olho nas perspectivas de recuperação do mercado a partir da safra de 2022/2023, cujo início acontece a partir das próximas semanas.

Com as menores médias de chuva dos últimos 30 anos, o déficit hídrico no ano passado prejudicou o crescimento do setor em todas as regiões do País, reduzindo a quantidade total da produção em toneladas, com uma consequente quebra de safra e redução da produtividade. A escassez de chuvas também afetou fortemente o Rio Grande do Norte, assim como o Nordeste como um todo, causando danos a produtores e usinas de etanol.

Para recuperar o potencial e a produtividade de seus 3 mil hectares de canavial, a Ceará Mirim destinou, só este ano, recursos na ordem de R$ 18 milhões para a recuperação de áreas próprias. Com tais investimentos, a expectativa é que a produção volte a ultrapassar o patamar de 150.000 toneladas de cana própria processadas para a produção de etanol, já neste ano.

“Além de recuperarmos todas essas áreas, continuamos investindo em soluções tecnológicas para ampliar a produtividade da lavoura, eficiência de irrigação e mecanização das operações do plantio à colheita”, enfatiza Paulo Telles, CEO do Grupo Telles, cuja holding é constituída por sete empresas: Ceará Mirim, Agropaulo, Ypetro, Naturágua, Yplastic, Santelisa Embalagens e iPark Complexo Turístico.

Com capacidade de produção de 510 mil toneladas (t) por safra, ou 3,3 mil t diárias, a Ceará Mirim ocupa uma área agrícola com mais de 6 mil hectares (ha), dos quais 3 mil é destinada ao cultivo da cana-de-açúcar. Altamente mecanizada e automatizada, a empresa utiliza sistemas de irrigação por gotejamento, pivô central e de carretel, permitindo uma maior produtividade e prolongamento na duração do canavial.

Além disso, a usina realiza controles e procedimentos em diversas etapas do processo produtivo e industrial para evitar o desperdício, incluindo um sistema de reaproveitamento dos subprodutos da cana, como a produção de adubo orgânico, briquete e levedura desidratada. Autossuficiente em energia elétrica, toda a produção necessária ao seu funcionamento é proveniente de uma casa de força, que utiliza o bagaço de cana como fonte geradora. Com capacidade de produção de 300 mil litros diários de etanol, a empresa processa 3,3 mil t/dia e tem capacidade para moagem de 510 mil t a cada safra.

Produção nacional em 2022: cenário em recuperação 

A cana-de-açúcar é uma cultura de importância econômica vital para o Brasil, que continua sendo o maior produtor mundial. Embora o déficit hídrico tenha prejudicado o crescimento do setor no ano passado, reduzindo a quantidade total da produção em toneladas, com uma consequente quebra de safra e redução da produtividade setorial, a estimativa para a safra 2022/23 é que sejam colhidas no país 596,1 milhões de toneladas de cana, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), um aumento de 1,9% em relação à safra anterior.

Segundo a entidade, há a expectativa de recuperação da produtividade em 3,2%, resultado de condições climáticas mais favoráveis que o ano anterior, além de uma melhor remuneração do açúcar e do etanol, e maiores investimentos em produtos biológicos, micronutrientes, adubos foliares e manejo de base (nutrição e controle de mato).   (Assessoria) 

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