Automação industrial é aliada da produtividade

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As usinas possuem à mão vasta opção de maquinário para auxiliar a produção sucroenergética. As indústrias, ao contrário do que ocorria anteriormente, lançam novidades frequentemente no que diz respeito à soluções em automação voltadas para o setor.

Anderson Mateus Garcia, responsável pelo departamento comercial da Vektor Sistemas de Controle, destaca a tecnologia que abrange a integração dos dados históricos de processo pela consolidação do uso de seus recursos. “Cada vez mais a transformação de simples dados em informação gerencial é utilizada para o planejamento das operações das usinas produtoras de açúcar e etanol. Assim, soluções como Plant Information Management Systems (PIMS) ou Manufacturing Operations Management (MES) já se tornaram imprescindíveis para a gestão de produção neste setor”, afirma.

De acordo com Anderson Mateus, essas soluções permitem tratar e analisar grandes volumes de dados com base temporal com eficiência e alto desempenho. Desse modo é possível comparar resultados produtivos de diferentes áreas em diferentes momentos obtendo maior conhecimento dos processos e consequentemente melhor planejamento no uso dos recursos.

A automatização das usinas, segundo Anderson Mateus, já é uma realidade há alguns anos. “Além da possibilidade de coleta e análise profunda dos dados produtivos para fins gerenciais, destaco o aumento da qualidade e produtividade ao longo do ciclo de vida da planta industrial e o uso das comunicações digitais geralmente empregadas no setor, entre elas Ethernet, HART, AS-Interface (AS-i), DeviceNet, Modbus, PROFIBUS-DP e PROFIBUS-PA, caracterizado pela escalabilidade que permite a expansão da capacidade de produção sem maiores investimentos”, comenta.

Já o gerente comercial da TSE Energia e Automação, Anderson Pacheco, acredita que a grande novidade do segmento sejam os sistemas de execução da manufatura – Sistemas MES. “Esses sistemas monitoram e controlam todas as etapas do processo de produção em tempo real. É um conjunto de ferramentas (software e hardware) que confronta o que foi planejado e o que realmente esta sendo executado, tudo em tempo real, garantindo a integração entre o ERP e outros sistemas ligados, permitido uma melhor gestão na tomada de decisão”, explica.

Com relação à segurança na área industrial, Anderson Pacheco diz que as novidades são os equipamentos de controle com certificação SIL Safety Integrity Level (Nível de Integridade de Segurança), independentes (SIL 1 a SIL 4). “Cada nível corresponde a um intervalo de probabilidade para a falha de uma função de segurança. Quanto mais elevado o SIL dos sistemas de segurança, mais reduzida a probabilidade de não executar as funções de segurança exigidas.”

Vantagens

O gerente de Novos Negócios e Tecnologia da DLG Automação, Márcio Venturelli, ressalta que o setor sucroenergético passa por uma escassez de investimentos em manutenção, aumento de produção, diminuição de custos e elevação de segurança. “Com esse perfil, as soluções de controle avançado de processos contribuem para elevar a produção. Quanto à diminuição de custos, as soluções em gerenciamento de ativos são uma alternativa. Já com relação à segurança dos processos, os sistemas de gerenciamento de alarmes apoiam decisões operacionais”, garante.

Venturelli explica que os controles avançados de processos ajudam a diminuir a variabilidade no controle operacional das usinas, o que é, segundo ele, um dos maiores problemas na produção de processo. “Com um controle regular, pode-se aumentar parâmetros produtivos, resultando em aumento de volume e qualidade.” O gerenciamento de ativos dão informações em tempo real sobre o estado de equipamentos na planta, inclusive de forma pró ativa, antecipando ações de manutenção e diminuindo os custos.

“No setor sucroenergético temos uma evolução quanto ao Sistema Instrumentados de Segurança (SIS), que são sistemas de automação específicos para comandar qualquer ocorrência de forma isolada e sobrepondo o sistema de controle e, com isso, qualquer risco que leve a uma falha o processo”, destaca Venturelli. “O SIS entra em ação, colocando o processo em condições seguras, de forma automática, eliminando o risco operacional. Nas usinas atualmente os SIS estão sendo estudados para aplicações em Calderias.”

Viabilidade econômica

Anderson Pacheco garante que há viabilidade econômica com relação à aquisição das novidades em automação disponíveis no mercado. “A segurança é obtida pela redução do risco. Sistemas de controle com requisitos críticos de segurança são projetados segundo princípios de falha segura. Portanto, na medida do possível, todos os estados de operação e todos os estados de falha do sistema em questão devem ser conhecidos e analisados, de modo que a ocorrência de um ou mais desses estados não resulte em significativa perda material ou ainda consequências indesejáveis para o homem e para o meio ambiente”, comenta.

Segundo ele, a automatização das usinas já é uma realidade devido aos aumentos de produtividade, redução de custos, segurança, precisão, monitoramento remoto, melhoras na competitividade e possibilidade de monitoramento e controle de todas as etapas do processo de produção em tempo real.

A aquisição dos novos maquinários, segundo Venturelli, é viável já que esses investimentos não são de grande porte, com exceção do SIS. “Como as soluções são voltadas para melhorias, com um investimento relativamente pequeno consegue-se grandes benefícios”, enfatiza. Entre os benefícios, destaca a elevação de produção, aumento da qualidade, redução do custo de manutenção e aumento da segurança operacional.

 

Ana Flávia Marinho-Canal-Jornal da Bioenergia