Nutrição eficiente na rentabilidade do canavial

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* Evandro Marques Ferronato

O aumento da rentabilidade na operação agrícola é busca constante no setor sucroenergético. Os desafios na obtenção de maiores margens aumentam a cada safra, pressionada pelo preço dos principais insumos. Assim, o produtor precisa ser cada vez mais eficiente e o aumento de produtividade é pilar fundamental dentro desse contexto. A busca de melhores práticas agrícolas e a adesão a novas tecnologias que contribuam para o desempenho dos canaviais têm sido frequentemente almejadas, visando alcançar o melhor potencial produtivo da cultura e, com isso, a redução do custo de produção.

Ao tratar do tema de aumento de produtividade, precisamos entender as etapas do desenvolvimento da cultura, com o objetivo de adotar a melhor prática de manejo para cada fase.

Durante as etapas do crescimento vegetativo, a cultura da cana-de-açúcar atinge o máximo de área foliar e apresenta crescimento mais rápido e vigoroso em termos de biomassa. Na região Centro-Sul do Brasil, entre os meses de outubro a fevereiro, a cana apresenta seu maior crescimento percentual de TCH. Nesse período, as canas precoces, médias e tardias podem acumular mais de 70% de toda a biomassa (TCH) colhida. Ao mesmo passo, a demanda por nutrientes é maior nesse momento, acompanhando a extração da cultura conforme seu crescimento.

Nesse contexto, a nutrição mineral de plantas, de forma equilibrada na fase vegetativa da cana-de-açúcar, torna-se uma aliada imprescindível para maximizar os ganhos durante o período de máximo crescimento. Nessa etapa de desenvolvimento, a cultura centraliza seu metabolismo na produção de fotoassimilados, destinando boa parte de seu saldo energético para o crescimento e o desenvolvimento de folhas e colmos. Todos esses processos fisiológicos são dependentes do adequado balanço nutricional da planta, e o fornecimento de nutrientes nessa fase contribui para o aumento de TCH.

Nesse sentido, o mercado de nutrição foliar já apresenta opções diversificadas para fornecer de maneira balanceada todos os nutrientes necessários ao longo do ciclo de desenvolvimento da cana. No entanto é necessário sempre estar atento às tecnologias disponíveis pois a exigência nutricional nesse período é acelerada e é preciso entregar  nutrientes disponíveis para a planta, em formulações que aumentem a eficiência de absorção e aproveitamento nos processos fisiológicos. Nutrientes como zinco, cobre e manganês são fundamentais no processo fotossintético da planta. Boro atua no metabolismo de carboidratos e tem funções estruturais na planta. O aporte de nitrogênio potencializa o ganho de biomassa nessa fase. Molibdênio aplicado durante o período vegetativo é fundamental para metabolismo do nitrogênio, melhorando a eficiência desse nutriente.

Com a cana-de-açúcar figurando entre os principais cultivos do Brasil, de grande importância econômica e social, a adoção de tecnologias que tragam maior produtividade é fundamental ao produtor que busca aumentar sua rentabilidade.

* Evandro Marques Ferronato é engenheiro-agrônomo e Coordenador de Desenvolvimento Técnico de Mercado na Ubyfol.   

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