Redução de preços dos painéis solares impulsiona mercado e diminui tempo de payback

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Representantes  do setor fotovoltaico apontam que o tempo para retorno do investimento na estrutura de energia solar cai consideravelmente

O preço médio dos painéis solares caiu mais de 40% em 2023, segundo levantamentos como o da consultoria do mercado fotovoltaico, Greener. O fator ajudou a manter o mercado aquecido, mesmo com mudanças na legislação, como a entrada em vigor da cobrança pelo uso da rede de distribuição, e o período pós-eleitoral. A energia solar conseguiu manter a sua curva de crescimento e fechou o ano com 37 gigawatts (GW) de capacidade instalada, o que equivale a 16,3% da matriz elétrica do Brasil.

Para representantes do setor, como é o caso do Grupo Solar Vale, companhia catarinense de soluções fotovoltaicas, a diferença nos preços ajudou nos negócios. “A queda foi percebida principalmente a partir da metade do ano. Em alguns períodos o preço dos painéis caiu em média 40%, o que reduziu consideravelmente o tempo de retorno do investimento dos consumidores”, pontua o executivo.

Isso quer dizer que com a queda significativa nos preços dos painéis solares, o custo inicial de instalação de um sistema fotovoltaico foi drasticamente reduzido, tornando-o muito mais acessível para uma ampla gama de consumidores. Segundo Knoch, essa redução no tempo de payback aumentou o apelo econômico dos sistemas solares e também fortaleceu a segurança financeira dos investidores, garantindo uma transição mais suave para a energia renovável.

“Ao optar por um sistema de geração própria de energia solar, os consumidores reduzem sua dependência das fontes de energia tradicionais e passam a ter a oportunidade de gerar sua própria eletricidade, proporcionando independência energética e estabilidade de custos em longo prazo. Além disso, investir em energia solar é uma decisão ecologicamente responsável, pois os consumidores estão contribuindo ativamente para a mitigação das mudanças climáticas e para a preservação do meio ambiente para as gerações futuras”, afirma o CEO da Solar Vale.

Outro fator que contribuiu para o mercado continuar em expansão foi o aumento da tarifa de energia somada a um dos anos mais quentes da história, o que demandou maior uso de eletricidade. Com isso, muitos consumidores buscaram alternativas para economizar com a conta de luz.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a energia solar fotovoltaica contribuiu com o acréscimo de cerca de 7,4 GW de potência instalada à matriz elétrica brasileira em 2023, apenas com as modalidades de micro e minigeração distribuída. Esse foi o segundo melhor resultado registrado, o melhor ocorreu em 2022 (8,3 GW). (Assessoria)

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