Quatro benefícios de investir em monitoramento preditivo para usinas hidrelétricas

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A manutenção dos ativos é fundamental para o bom funcionamento de uma geradora de energia. No entanto, ela também é responsável por tempo ocioso das máquinas e, consequentemente, por perdas no volume de energia gerado. Isso porque, quando um ativo apresenta problema, independente do período do ano em que isso acontece, ele precisa ser paralisado para a manutenção. Porém, tecnologias como a inteligência artificial e o machine learning já contribuem para identificar as falhas antes que elas ocorram e aumentar a eficiência operacional das usinas geradoras de energia.

Como explica Sylvio Ramos Filho, CEO da AQTech, o sistema de monitoramento preditivo funciona basicamente como um eletrocardiograma, que monitora os batimentos cardíacos para identificar possíveis problemas e formas de corrigi-los. No caso da tecnologia para os ativos das hidrelétricas, são monitorados os “sinais” de um equipamento para evitar a sua quebra. O sistema é composto por sensores de vibração que são instalados nos ativos para captar as oscilações das máquinas e enviar esses dados para o software, que faz a análise das informações e as transforma em insights para as equipes de gestão da manutenção. A análise feita pelo sistema identifica o possível defeito da máquina e prevê em quanto tempo esse problema se tornará grave. Confira os quatro principais benefícios de investir em tecnologia de monitoramento preditivo:

Identificar as falhas antes que elas gerem problemas graves

Geralmente, uma ação de manutenção é realizada quando a equipe responsável por essa frente encontra uma falha no ativo de geração de energia. Isso acontece quando o problema já gerou consequências graves, como a parada no funcionamento de uma turbina, por exemplo, e é necessário efetuar o reparo imediatamente – ou seguir operando sem o ativo.  Isso gera perdas para a companhia, especialmente se o defeito acontece em períodos de cheia, quando a hidrelétrica pode trabalhar com sua capacidade máxima. Contando com um sistema de monitoramento preditivo eficiente, é possível ter maior previsibilidade das falhas nos ativos e realizar ações de reparo antes que o problema se agrave. Isso porque, a ferramenta identifica qualquer comportamento fora do normal do ativo, por meio da análise das vibrações da máquina, e gera um alerta identificando em quanto tempo esse defeito irá gerar a paralisação ou quebra do ativo. Com essas informações em mãos, a equipe de manutenção pode tomar as medidas necessárias, otimizando os recursos, e evitando danos graves.

Detectar exatamente o problema do ativo

Quando um ativo apresenta defeito, a equipe de manutenção precisa primeiro identificar qual é o problema da máquina para fazer os reparos. Esse processo pode parecer simples, mas quem trabalha com isso sabe que, em muitos casos, a detecção da origem da falha leva tempo e acaba aumentando o tempo ocioso do ativo. Sylvio explica que o sistema de monitoramento preditivo é capaz de identificar com precisão o defeito em questão e, assim, permitir o reparo de forma mais ágil e assertiva. “Já acompanhei casos de hidrelétricas que não usavam 100% da capacidade de determinado ativo por não saberem exatamente com qual vazão poderiam operar a turbina sem que essa apresentasse uma vibração excessiva. Tendo um sistema de monitoramento preciso, é possível também definir o ponto limite de operação, aumentando a capacidade produtiva da geradora”, explica Sylvio.

Programar as manutenções para períodos de seca

Sabendo exatamente qual é o defeito apresentado pelo ativo e em quanto tempo ele se tornará um problema, é possível programar as manutenções para períodos em que a usina já não poderia operar em sua capacidade máxima. “Estamos vivendo uma das maiores crises hídricas da história do Brasil e isso afeta diretamente a geração de energia. Quando a equipe de manutenção pode programar os reparos para acontecerem em um período de seca, ela consegue tornar a operação mais eficiente, permitindo que a usina opere com sua plena capacidade em momentos de cheia”, comenta Sylvio. Além disso, a possibilidade de programar as manutenções aumenta a produtividade da hidrelétrica e, consequentemente, sua lucratividade.

Aumentar o tempo de operação dos ativos

Além de evitar problemas, o sistema de monitoramento preditivo também ajuda a fazer o melhor uso possível dos ativos. Seja para explorar ao máximo aquela máquina, seja para saber a hora certa de parar e fazer a manutenção. Com os dados gerados pelo sistema, a usina passa a trabalhar com previsibilidade e fazendo as manutenções nos períodos que tradicionalmente já são mais ociosos, conseguindo aumentar seu tempo de produção.  “Por exemplo, se você sabe quando cada ativo vai precisar de manutenção, você consegue manter os outros funcionando enquanto um deles está parado, garantindo a geração de energia mesmo quando tem ativos em reparo. Tivemos exemplos de usinas que, usando o sistema de monitoramento preditivo, saíram de uma operação de dois meses por ano para uma operação eficiente nos 12 meses do ano”, conta Sylvio.

Além da tecnologia, no entanto, Sylvio explica que, para que o monitoramento preditivo seja realmente eficiente e entregue todos esses benefícios, é preciso que a gestão conte com uma solução desenvolvida por uma equipe com capacitação técnica no assunto e que dê suporte a toda a operação. “Ter o apoio de um time especialista em monitoramento preditivo para usinas hidrelétricas e eólicas faz total diferença nos resultados que a usina identifica com a solução, por isso, na AQTech nós temos uma equipe que, além da competência técnica, entende do negócio do nosso cliente”, finaliza Sylvio. Divulgação