arquivo FAEG

Faeg realiza segundo Seminário de Irrigação de Goiás

Print Friendly, PDF & Email

A programação do Seminário será dividida em quatro painéis que discutirão ‘Construindo Ambientes Produtivos’, Sistemas e Tecnologias de Irrigação na Agricultura’, Sistemas e Tecnologias de Irrigação na Pecuária’ e ‘Alternativas Energéticas para a Irrigação’. O evento contará com palestras de Miguel Daoud, do Canal Rural; consultora técnica da Faeg, Jordana Sara; gerente da Embrapa Cerrados, Lineu Rodrigues; Dr. Afonso Peche, do Instituto Agronômico de Campinas; Dr. Luís Henrique Bassoi, da Embrapa Instrumentação; consultor da MS Integração, Dirceu Broch; Adilson de Paula Almeida, das Faculdades Associadas de Uberaba (Fazul) e do secretário executivo do FCO, Danilo Ferreira Gomes. Durante o evento, serão apresentados também alguns Casos de Sucesso.

Dados irrigação

De acordo a consultora técnica da Faeg, Jordana Sara, Goiás irriga cerca 180 mil hectares, sendo 70% por pivô central. Entre os municípios que mais irrigam estão Cristalina, Paraúna, Campo Alegre, Água Fria, Jussara, Rio Verde, Luziânia, Morrinhos, Cabeceiras, Ipameri e Formosa. Ela explica que a soma destas áreas representa 61% da área irrigada no estado. “A irrigação é responsável pelo aumento da produtividade em até quatro vezes, sem a necessidade de abertura de novas áreas, reduzindo muito a pressão sobre remanescente nativos”, comenta.

Segundo Jordana, áreas irrigadas são verdadeiras caixas d’água, já que possuem sua ‘capacidade de campo’ abastecidas. “É muito comum durante épocas de seca, quando o nível dos cursos d’água naturalmente são mais baixos, devido redução da vazão, isso não ser evidenciado em áreas com barragens e áreas irrigadas, já que durante a seca a grande caixa d’água abastece esses cursos d’água de forma subterrânea”, explica.

Em relação à segurança alimentar, o mundo precisará aumentar 70% sua produção para garantir uma certa segurança alimentar para a população mundial. Isso porque o Brasil é apontado como responsável por 60% deste aumento. “Não existem alternativas para garantir a segurança alimentar que não a utilização de novas tecnologias. Mas a irrigação é a grande esperança e alternativa para garantir a segurança alimentar a população mundial”, pontua a consultora.

Agricultura

O pesquisador da Embrapa Instrumentação, Luís Henrique Bassoi, abordará a temática ‘Agricultura de Precisão e Irrigação’. Para ele, a utilização de um sistema de irrigação em uma cultura agrícola pode dar maior garantia ao produtor rural durante a colheita. Ele conta que apesar da adoção ter um custo maior de produção, a produtividade alcançada pode ser bem maior. Em geral, entre duas a quatro vezes, caso a mesma cultura seja conduzida em condições de sequeiro, no mesmo local e período. “O aumento varia em função do local e época de cultivo, ou seja, da demanda de água pela cultura e da ocorrência ou não de chuvas durante o ciclo”, explica.

De acordo com o Luís, no caso em se adotar um sistema de irrigação numa cultura agrícola, é necessário basicamente da realização de análise física do solo -, para saber a textura, retenção pelo solo e sua capacidade de armazenamento, o dimensionamento de um sistema de irrigação de acordo com a topografia, com os resultados da análise física, e da necessidade de água pela cultura, com base na sua evapotranspiração. Ele explica que é necessário realizar um manejo de irrigação para aplicar o volume de água que a planta necessita em duas diferentes fases de desenvolvimento. “O manejo de irrigação nada mais é que a utilização de critérios com base nas informações do solo, da planta e do clima para definir esse volume e o momento da irrigação”, comenta.

Durante sua palestra, serão abordadas informações sobre Agricultura de Precisão e Irrigação, formas de utilização de procedimentos e ferramentas de agricultura de precisão para se obter o conhecimento sobre a variabilidade de atributos do solo, da planta e do clima no espaço (área cultivada) e no tempo (ciclo da cultura), e assim fornecer subsídios para a tomada de decisão pelo irrigante quanto a aplicação de água em uma cultura agrícola por um sistema de irrigação.

Pecuária

O consultor da MS Integração, Dirceu Broch, discorrerá sobre Alta Produtividade na Integração Lavoura-Pecuária com Sistemas Irrigados’. Conforme analisado por ele, atualmente a irrigação é um sistema seguro, já que quando o produtor adota esta técnica obtém até duas safras por ano, sem perda de água, tanto por excesso ou por tempestade. Isso porque num ano o produtor consegue fazer duas safras e no outro é possível fazer três. Para ele, quando a prática é adotada na pecuária alcança ainda mais rentabilidade. “A irrigação é a cereja do bolo, a complementação final, uma das últimas etapas do processo para ter alta produtividade”, pontua.

Programação: Quinta-feira, 31 de agosto
Palestra de abertura

15 horas: ‘Panorama econômico e político do país: Para onde vamos?’ – Miguel Daoud (Canal Rural)
16 horas: Política Nacional de Recursos Hídricos e Cobrança pelo uso da água – Jordana Sara (Faeg)

Painel 1 – Construindo Ambientes Produtivos

17 horas: Nova proposta para estimativa da quantidade de água utilizada na agricultura irrigada – Lineu Rodrigues, gerente geral da Embrapa Cerrados
17h40: Mecanização Conservacionista e Reestruturação Hídrica em Bacias Hidrográficas – Dr. Afonso Peche – Instituto Agronômico de Campinas
18h20: Debate
18h40: Coquetel e visitas estandes

Programação: Sexta-feira, 31 de agosto

Painel 2 – Sistemas e Tecnologias de Irrigação na Agricultura

8h30: Agricultura de Precisão e Irrigação – Dr. Luis Henrique Bassoi – Embrapa Instrumentação
9h10: Espaço Patrocinador
9h20: Tecnologia de Irrigação – aguardando confirmação
10h: Espaço patrocinador
10h10: Debate
10h30: Coffee break

Painel 3 – Sistemas e Tecnologias de Irrigação na Pecuária

10h45: Alta Produtividade na Integração Lavoura-Pecuária com Sistemas Irrigados – Dirceu Broch, consultor da MS Integração
11h25: Espaço patrocinador
11h35: O impacto da irrigação da pastagem nos resultados de sistemas de produção pecuária – Adilson de Paula Almeida Aguiar – Faculdades Associadas de Uberaba (Fazul)
12h15: Espaço patrocinador
12h25: Debate
12h40: Intervalo para almoço

Painel 4 – Alternativas Energéticas para a Irrigação

14h: Plano Estratégico de Investimentos da Enel Goiás para o setor rural – representante
14h30: Os Avanços da Energia Fotovoltaica par ao setor rural

14h30: Case I – Vitor Gaiardo – Mecol Engenharia
15h: Case II – aguardando confirmação
15h: Programas de Financiamento direcionados para energias renováveis e irrigação em Goiás – Danilo Ferreira Gomes – Secretário Executivo do FCO
15h50: Espaço patrocinadores

16h20: Debate
16h40: Coffee Break e encerramento

 

Imprensa Faeg