Entrevista Com José Eliton, Vice-Governador De Goiás. Incentivos Fiscais - 1
Divulgação SED goiás

Entrevista com José Eliton, vice-governador de Goiás. Incentivos fiscais

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O vice-governador José Eliton é natural de Rio Verde, no sudoeste goiano. Formou-se em Direito pela Universidade Católica de Goiás (hoje PUC-GO), em 1996. José Eliton assumiu o Governo de Goiás em 15 oportunidades. No ano de 2011, foi presidente da Companhia Energética de Goiás (Celg-Par). Também chefiou missões internacionais do governo estadual. Também integra o Conselho Deliberativo (Condel) da Superintendência do Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco).

Goiás vai manter os incentivos

O senhor acredita no crescimento do setor sucroenergético em Goiás?

Apesar do momento econômico nacional de incertezas, Goiás se manteve em 2015 como o segundo maior produtor de cana-de-açúcar e de etanol do Brasil, graças ao esforço do governo em atrair novos investimentos. Os empreendedores têm o apoio de que necessitam. Desde a reunião em Goiânia dos estados produtores de etanol, em março do ano passado, para o debate de problemas que afligiam os industriais, entre eles, a falta de uma política nacional para o setor, o governador Marconi Perillo tem demonstrado com ênfase o seu real compromisso em adotar políticas públicas com vistas a aumentar a competitividade das usinas de etanol que já somam 38 em todo o estado. Além de estímulos, o governo trabalha para dar ao setor as condições necessárias à ampliação da capacidade instalada de processamento da cana-de-açúcar e ao escoamento da produção, com a manutenção das estradas e a logística para a inserção do produto nos mercados interno e externo.

Atento aos desafios que essas usinas têm para aumentar a sua produtividade e competitividade, o governo também promove a pesquisa e a transferência de tecnologia ao setor, fazendo ainda a qualificação da mão de obra por meio de diversos programas desenvolvidos pela rede de Institutos Tecnológicos (Itegos). Acreditamos no potencial da indústria de etanol em Goiás. A medir pelos altos investimentos feitos pelo setor no nosso estado, a próxima safra deverá superar a atual, em que o volume comercializado teve um crescimento de 25,36% (17,77 bilhões de litros) em relação aos 14,18 bilhões de litros comercializados na safra passada. De acordo com o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2014-2024, do Ministério das Minas e Energia, a produção brasileira de etanol deverá crescer 54% nesse período, e com certeza, Goiás tem todas as condições para acompanhar esse crescimento.

E a energia solar em Goiás? Ha potencial para consolidação ?

A eficiência energética é uma das áreas prioritárias para o Governo de Goiás dentro do plano de desenvolvimento econômico do estado. E, nesse contexto, a energia solar vem recebendo atenção especial do governo, que tem conseguido formalizar importantes acordos para a instalação de plantas industriais do setor em território goiano. O programa Inova Goiás tem como uma de suas bases estruturais nas diferentes regiões os parques tecnológicos que foram criados pelo governo como estratégia para investimentos em pesquisa e transferência de tecnologias. Um desses parques está sendo construído em Aparecida de Goiânia e deverá congregar empresas de tecnologia da informação e de eficiência energética.

Recebemos diversos investidores internacionais, entre eles os dirigentes da EcoSolifer, que planejam investir cerca de R$ 150 milhões na planta de montagem e produção de painéis de energia solar no estado.  Eles detêm a mais avançada tecnologia do mundo nessa área, a heterojunção (HST), que é o processo em que se utiliza o fio (tecnologia húngara) com o silício (cristal de domínio chinês). Inicialmente, as células serão importadas da Hungria para a montagem dos módulos fotovoltaicos na empresa brasileira, mas o acordo prevê a transferência de tecnologia para a empresa brasileira.

Outra fábrica, a Solis Solution, está se fixando em Jataí com investimentos estimados em R$ 250 milhões para a produção de painéis de energia solar e a venda de soluções completas de geração de energia a fazendas, granjas e agroindústrias. Estamos também fazendo parcerias com os sul-coreanos para projetos de eficiência energética. São exemplos de como Goiás está apto a receber essas empresas, com excelente ambiente de competitividade na área de infraestrutura e de tecnologia.

Goiás investe em pesquisa e dá suporte às startups e aos pequenos empreendedores por meio das incubadoras e da Rede de Itegos em todo o estado. Há várias iniciativas de soluções tecnológicas para a produção de energia solar que estão recebendo incentivos do governo do estado. De forma que o cenário é bastante promissor. Temos aqui recursos naturais abundantes e a intenção clara do governo em fomentar o setor.

Com a crise, o governo acredita que Goiás irá crescer em 2016?

Goiás enfrenta os desafios impostos pela crise econômica e política que se abateu sobre o país mantendo índices de desenvolvimento econômico sempre acima dos da média nacional, uma balança comercial superavitária há 23 meses e excelentes condições para a atração de novos negócios que geram empregos e renda. Mesmo com o ajuste fiscal feito pelo governo no início de 2015, foi possível manter o atendimento às demandas dos setores produtivos e garantir o ritmo de crescimento.

O governo vai manter os incentivos e o suporte a todos os que querem empreender no estado, investindo também no fortalecimento da sua infraestrutura e logística. Dentro do Inova Goiás, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SED) consolidará a maior plataforma tecnológica do país, mapeando o estado em rotas de inovação conforme a potencialidade e a vocação de cada região, unindo nessas rotas todos os polos de excelência, onde se fixarão as universidades, incubadoras, empresas de base tecnológica e os que quiserem inovar.

Essa plataforma é parte da estratégia do governo para atender cada empresário, cada produtor, onde ele se encontra e agregar valores a tudo o que forem produzir, com foco na inovação. As ações do programa já estão em execução, e em 2016 começaremos a colher os resultados desse planejamento que visa fazer de Goiás um estado cada vez mais competitivo, gerar mais empregos e renda para a população, ampliar as pesquisas em áreas relevantes para o setor produtivo e aumentar a eficiência dos meios de produção.

O que o governo tem feito para melhorar a logística?

Nessa gestão, o governador Marconi Perillo tem investido na duplicação de importantes corredores de escoamento da produção, além de assegurar a manutenção das demais estradas. Mas, muito mais que isso, Goiás acaba de ganhar a sua Companhia de Desenvolvimento Econômico (Codego) destinada a consolidar nossa infraestrutura.  Temos no estado o maior complexo logístico da região Centro-Oeste, pela localização central de Goiás, o que possibilita o uso dos modais rodoviário, ferroviário, aeroviário, hidroviário e dutoviário para interligar o estado com as demais regiões do país.

Localizada em Anápolis, a Plataforma Multimodal de Goiás traz grandes vantagens ao setor produtivo, barateando os custos de produção. Aliado a isso, temos o Distrito Industrial de Anápolis (Daia) que abriga o maior polo farmoquímico da América Latina e indústrias alimentícias, têxteis, automobilísticas, de adubos e materiais de construção. Nele está instalado o Porto Seco Centro-Oeste que atua como terminal alfandegário público, destinado à armazenagem e à movimentação de mercadorias importadas ou destinadas à exportação. Junto ao Aeroporto de Cargas de Anápolis, que está em fase de construção, constitui-se no ambiente ideal para a exportação da produção goiana, com segurança e eficiência.

Além de fortalecer toda essa estrutura, o governo de Goiás também investe na criação do Daia 2 e de outros distritos como o de Aparecida de Goiânia, no Aeroporto de Cargas de Anápolis e também na modernização de importantes laboratórios para pesquisas em diversas áreas, como o de mineração e o da Emater. Por essas ações, podemos constatar o quanto o governo está comprometido com o desenvolvimento econômico que traga ganhos sociais para a população e sustentabilidade econômica e ambiental para o nosso estado.

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