Destinação correta de resíduos reduz passivos ambientais nas indústrias de Goiás

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Verdera, unidade de gestão de resíduos da Votorantim Cimentos, e Lidera Response firmam parceria para reduzir volume de resíduos industriais enviados para aterros

As indústrias goianas que buscam melhorar o gerenciamento de seus resíduos sólidos podem contar agora com um serviço que elimina completamente os materiais inservíveis sem gerar passivos ambientais. A solução é o coprocessamento, oferecida por meio da parceria entre a Verdera, unidade de soluções ambientais e gestão de resíduos da Votorantim Cimentos, e a Lidera Response, empresa de Aparecida de Goiânia (GO), que recebe os resíduos das indústrias e realiza a preparação para que, posteriormente, tenham uma destinação final na fábrica da cimenteira.

O coprocessamento é uma tecnologia utilizada mundialmente como destinação adequada e ambientalmente correta para eliminação de diferentes tipos de resíduos. Por meio dessa tecnologia limpa, os resíduos são completamente destruídos nos fornos da indústria cimenteira, sem restar qualquer passivo ambiental devido as altas temperaturas inerentes ao processo de fabricação do cimento. Ao ser transformado em energia, os resíduos industriais deixam de ir para os aterros sanitários, onde entrariam em processo de decomposição que levaria anos e geraria gases nocivos ao planeta.

“Nosso objetivo é auxiliar as empresas a gerenciarem seus resíduos de forma correta e sustentável. Por meio do coprocessamento, geramos um impacto positivo para as indústrias e para a sociedade ao eliminar resíduos do planeta por meio de uma tecnologia limpa. Essa tecnologia é baseada no conceito de economia circular, pois reinsere na cadeia produtiva materiais que possam gerar energia, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e atuando de forma sustentável”, afirma a gerente comercial da Verdera na Região Centro-Norte, Barbara Silveira.

Na parceria, a Lidera Response ficará responsável por oferecer o serviço de valorização de resíduos, que consiste em gerenciar e preparar os resíduos para serem destinados por meio do coprocessamento. A Lidera Response iniciou sua operação de valorização de resíduos em 2022, que fica localizada no Distrito Agroindustrial de Aparecida de Goiânia (Daiag), em Goiás. A empresa já nasceu em parceria com a Verdera que realizará o coprocessamento dos blends da Lidera na fábrica da Votorantim Cimentos de Edealina, em Goiás. A expectativa é destinar à fábrica aproximadamente 1 mil toneladas de blends por mês. A iniciativa está em conformidade com o Decreto 10.936, de 22 de janeiro de 2022, que autoriza a destinação de resíduos para recuperação energética em instalações devidamente licenciadas.

Segundo o proprietário da Lidera, Paulo Francisco Cardoso, o serviço atenderá tanto empresas de Goiás quanto de outros estados do Centro-Oeste, Norte, Nordeste e Sudeste. “A destinação adequada de resíduos diminui o descarte nos aterros sanitários e, consequentemente, os impactos nocivos à saúde humana e ao meio ambiente. Além disso, ao optar pela blendagem de seus materiais, as indústrias contribuem também para a conservação dos recursos naturais ao diminuir os riscos de contaminação dos solos e da água”, diz Cardoso.

Coprocessamento em Goiás

A Votorantim Cimentos, empresa de materiais de construção e soluções sustentáveis, é pioneira no coprocessamento no Brasil e atua na área por meio da Verdera, sua unidade de gestão de resíduos. Hoje, a Verdera oferece o serviço de coprocessamento para 23 estados no Brasil e garante a segurança e rastreabilidade dos resíduos coprocessados com a entrega de um certificado de destinação aos clientes.

A fábrica da Votorantim Cimentos em Edealina (GO) realiza o coprocessamento desde 2017. Em 2021, a unidade destinou mais de 57,8 mil toneladas de resíduos, entre pneus picados e biomassas, como cavaco de madeira, palha de milho e bagaço de cana. A utilização de resíduos industriais, que ganha reforço por meio da parceria com a Lidera Response, irá contribuir para a unidade intensificar o uso de combustíveis alternativos. Com o coprocessamento dos blends, a expectativa é aumentar a taxa de substituição de combustíveis fósseis de 30% para 42% em 2023. (Assessoria de imprensa)

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