Cientistas estudam espécies que são referência da conservação ambiental

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Conhecer a fauna do Cerrado é fundamental para o estabelecimento de estratégias de conservação do segundo maior bioma do Brasil. Mas o que pouca gente imagina é que sapos, rãs e pererecas podem dar uma grande contribuição para esse propósito. Camuflados entre folhagens na natureza, esses organismos classificados como anfíbios anuros, muitas vezes, passam despercebidos, mas têm um papel importante no meio ambiente, destacando-se como um grupo de bioindicadores da qualidade ambiental.

No Legado Verdes do Cerrado, Reserva Particular de Desenvolvimento Sustentável de propriedade da CBA – Companhia Brasileira de Alumínio um estudo será referência para conhecer as espécies que habitam a região e para o estabelecimento de estratégias de conservação do Cerrado. Desenvolvida por cientistas da Universidade Federal de Goiás (UFG), a pesquisa “Biodiversidade de Anfíbios Anuros” catalogou 25 espécies na Reserva. O trabalho ajudará a preencher a lacuna de conhecimento a respeito destes animais no bioma e suas respostas às alterações ambientais.

De acordo com o gerente de Operações do Legado Verdes do Cerrado, Marco Túlio Xavier Lanza, as pesquisas científicas realizadas dentro da Reserva geram e disseminam conhecimento que é um dos principais produtos do Legado, além de orientar a estratégia de múltiplos usos do território e da conservação do bioma Cerrado. Para ele, essa pesquisa, em especial, mostra a importância de se manter a integridade ambiental no território e entender os processos ecológicos. “Os anuros, por exemplo, são ótimos bioindicadores, sendo altamente sensíveis a qualidade do meio ambiente, da água e do ar. São extremamente importantes na prestação de serviços ambientais, principalmente no que tange ao controle de insetos que transmitem doenças além da manutenção dos ecossistemas aquáticos”, ressaltou.

Abundância de espécies – Para realizar a pesquisa, foram definidos sete pontos de coleta de campo no território do Legado Verdes do Cerrado, selecionados com base na preferência de habitat das espécies, entre eles locais próximos a rios, nascentes ou formações rochosas com presença de água.

Nas visitas realizadas à Reserva, os pesquisadores identificaram espécies, como: rãzinha, perereca-da-mata, perereca-macaco, sapo-cururu e perereca-de-banheiro. Também foram registradas espécies endêmicas do bioma como a rã-quatro-olhos, conhecida por possuir um par de ocelos na região posterior do corpo, como se fosse dois olhos a mais, para se defender dos predadores.

“No Cerrado existem aproximadamente 300 espécies de anuros e na amostragem realizada no Legado Verdes do Cerrado foram catalogadas 25, o que corresponde a 8% do total presente no bioma. É um resultado que consideramos bastante expressivo porque a amostragem foi feita em área relativamente pequena no Cerrado”, explica o coordenador da pesquisa, Rogério Pereira Bastos, professor titular do Departamento de Ecologia, do Instituto de Ciências Biológicas, da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Os resultados do projeto de pesquisa estão sendo descritos em um inventário que irá integrar a pesquisa científica “Biodiversidade, Endemismo e Conservação na Reserva Particular de Desenvolvimento Sustentável Legado Verdes do Cerrado”, coordenada pelo professor Marcos José da Silva, que também atua no Instituto de Ciências Biológicas da UFG.

Sobre o Legado Verdes do Cerrado

O Legado Verdes do Cerrado, com aproximadamente 80% da área composta por cerrado nativo, é uma área de 32,5 mil hectares pertencente à CBA – Companhia Brasileira de Alumínio, uma das empresas investidas no portfólio da Votorantim S.A. A cerca de três horas de Brasília, é composta por dois núcleos. No núcleo Engenho, nascem três rios: Peixe, São Bento e Traíras, de onde é captada toda a água para o abastecimento público de Niquelândia/GO. Nele, está localizada a sede, em uma área de 22,5 mil hectares, onde são realizadas pesquisas científicas, ações de educação ambiental e atividades da nova economia, como produção de plantas e reflorestamento; enquanto outros 5 mil hectares são dedicados à pecuária, produção de grãos e silvicultura. Já o núcleo Santo Antônio Serra Negra, que conta com mais 5 mil hectares, mantém o cerrado nativo intocado e tem parte de sua área margeada pelo Lago da Serra da Mesa.

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Assessoria de imprensa