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Ventos favoráveis ao setor sucroenergético O setor sucroenergético está consolidado em Goiás, que já é o segundo maior produtor de etanol no País, perdendo no ranking apenas para São Paulo, e o terceiro maior produtor de cana-de-açúcar, atrás de São Paulo e Minas Gerais. Ademais, as perspectivas para este ano são ainda melhores. Contribuem para isso a facilidade de acesso ao crédito e a recuperação dos preços do etanol e do açúcar, com capacidade de exportação, mas, sobretudo, as novas possibilidades de investimento e aumento da produção que serão geradas com o modelo de zoneamento da cana-de-açúcar, proposto pelo governo federal. O Zoneamento é estratégico para o País. Ele reduzirá a resistência à entrada do etanol brasileiro no mercado externo e, ao mesmo tempo, vai contribuir para assegurar maior produtividade, uma vez que disciplina a produção. É necessário que nos preparemos para este novo cenário. Os segmentos organizados da sociedade já estão debatendo em profundidade o tema. Uma questão ficou patente nessas discussões: o avanço da cana em Goiás não implica na canibalização de outras culturas, já que se continua trabalhando com a diversificação.Tais discussões são importantes para esclarecer a opinião pública, tanto aqui como exterior: é possível conciliar sustentabilidade com os objetivos do setor sucroenergético. O etanol oferece benefícios para o meio ambiente e para a sociedade brasileira. Ele está alinhado às preocupações no combate ao aquecimento global, uma vez que se trata da produção de energia renovável com baixa emissão de carbono. Do ponto de vista social, sem considerar o aspecto meramente econômico, as 36 usinas instaladas no interior do nosso Estado cumprem uma função extremamente importante. Inibem a migração para os grandes centros urbanos, pois contribuem para incrementar a renda nos pequenos municípios onde estão instaladas. A chegada de uma usina movimenta toda a cadeia produtiva, a qual se estende desde uma pequena oficina até hotéis, revendas de automóveis e tratores. Deve-se lembrar que, em Goiás, grande parte das usinas produz apenas etanol. O excesso de chuvas, extremamente desfavorável à produção de cana, prejudicou a colheita e foi determinante para a recomposição dos preços, que estavam defasados nos últimos três anos. A recuperação da cotação do produto propicia a melhoria da remuneração dos custos das usinas. Isto, com certeza, também cria um ambiente mais oportuno para os investidores retomarem novos projetos. Goiás possui condições favoráveis para atrair investimentos. Temos uma excelente topografia, solo plano e clima favorável. E o que é melhor: a cultura da cana ocupa apenas 1,15% da área plantada. Temos um grande potencial de crescimento, sobretudo porque é possível recuperar áreas degradadas - hoje, 12 milhões de hectares em Goiás -, que estão ociosas e improdutivas.Podemos expandir a produção de cana sem comprometer a nossa produção de grãos e outros alimentos. Atualmente, Goiás é o centro das atenções de países e empresários interessados na cultura da cana-de-açúcar. Com pénochão, podemos afirmar que o Estado será em breve o maior produtor de cana do Brasil e um dos maiores exportadores de etanol e açúcar, em consonância com o mercado internacional. Leonardo Veloso é Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Goiás
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