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Apólices voltadas para a área agrícola asseguram eventuais acidentes ou intempéries climáticas e minimizam prejuízos no campo (Fredox Carvalho)

Risco de chamas em vegetação e canaviais aumenta nesta época do ano

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Tempo seco, altas temperaturas e fortes ventos do inverno são combinações que propiciam o aumento de incêndios. Quando se fala em fogo, todo cuidado é pouco. Em áreas de grandes plantações, essa atenção deve ser intensificada, principalmente durante o período de seca.

Apenas em 2019, de janeiro a julho, o Corpo de Bombeiros do Estado de Goiás (CBM-GO) registrou 2330 focos de incêndio em vegetação, destes em 39 culturas agrícolas, dez especificamente em plantação de cana-de açúcar. Em 2018, o CBM-GO registrou 5761 em vegetação, destes 152 em cultura agrícola, e 29 em canaviais.

O Tenente-Coronel do Corpo de Bombeiros do Estado de Goiás (CBM-GO) e coordenador geral da Operação Cerrado Vivo, Tiago Dias Coelho, afirma que  o pico dos focos de incêndio são nos meses de agosto e setembro. “O mês de julho ainda é baixo, em virtude da vegetação ainda estar verde”, explica.

Os bombeiros alertam a população para a suspensão do uso de fogo em qualquer tipo de vegetação que pode acarretar inúmeros problemas a saúde. Além disso, o fogo em uma área de plantio provoca a retirada de recursos importantes como o nitrogênio, o potássio e o fósforo, que são fundamentais para o desenvolvimento das plantas. Além disso, as cinzas resultantes do fogo contaminam águas subterrâneas e superficiais.

Prevenção

Para evitar as queimadas na vegetação, incluindo os canaviais, é importante a conscientização da população. Segundo o Tenente-Coronel Tiago Dias Coelho, 99% das ocorrências de incêndios são causadas pelo homem, seja criminal, limpeza de área ou até mesmo com o descarte de uma ponta de cigarro em uma área com a vegetação seca. O restante é por causas naturais, como raios e etc.

Para combater as chamas, muitas usinas têm em sua estrutura um setor destinado à prevenção de incêndios. Por exemplo, as usinas no Vale do São Patrício em Goiás, CRV Industrial e Cooper-Rubi, que possuem uma brigada de incêndios e caminhões pipa à disposição.

Mas para complementar o combate, as usinas viraram parceiras e monitoram os 50 mil hectares de canaviais, que representam 50 mil campos de futebol, por meio do uso de drones.  A tecnologia aliada na prevenção e a redução de perdas para a usina e o meio ambiente.

O superintendente agrícola, Joaquim Malheiros, explica que o equipamento colabora com a agilidade sobre os acontecimentos nas regiões de cultivo da cana. São realizados voos diários, de acordo com as demandas operacionais, em especial na época de seca. “Após pesquisa de alternativas, encontramos no drone uma opção que faz o rápido monitoramento em uma grande área”, explica.

Malheiros complementa que mesmo o alto custo de se manter o equipamento, a novidade tecnológica é vista como positiva, já que quando há incêndio há perda de adubo aplicado no solo, além de perda de nutrientes, herbicidas e danos ao meio ambiente.  “A queima está associada à perda em teor de açúcar da cana e do comprometimento da fertilidade do solo para as próximas safras.”

Diferenças

È importante ressaltar que há diferenças entre queimadas e incêndios. As queimadas são ações controladas em período de safra, sempre com autorização e licença dos órgãos públicos ambientais. Para a realização da ação é necessário que ela aconteça no período da noite e seguindo várias técnicas. As queimadas são processos feitos mediante rigoroso controle e devidamente autorizados pelos órgãos públicos ambientais e mediante o cumprimento de certos requisitos legais. Já os  incêndios são aqueles feitos de forma criminosa ou acidental, que geralmente são descontrolados.

Cejane Pupulin-Canal-Jornal da Bioenergia