Presidente do Fórum Nacional Sucroenergético avalia missão do governo à Ásia

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“Temos uma grande oportunidade de estreitar parcerias com vários países da Ásia para fornecimento de tecnologia, variedades de cana, colheitadeiras e também chances reais de negócios para a indústria de base brasileira e, sobretudo, o desenvolvimento de um programa de etanol, que ajudará o biocombustível a ser uma Commodity Global, viabilizando inclusive a sua exportação”. É essa a avaliação feita por André Rocha, presidente-executivo do Sifaeg/Sifaçúcar e  presidente do Fórum Nacional Sucroenergético, após participação na missão do governo federal pela Ásia.

A comitiva, liderada pelo ministro da Agricultura Blairo Maggi, tendo representantes de cerca de 40 empresas e entidades do agronegócio, visitou sete países: China, Índia, Vietnã, Coreia do Sul, Myanmar, Tailândia e Malásia.

O objetivo da missão foi buscar oportunidades para ampliar o comércio e a cooperação nas áreas do agronegócio brasileiro. A Ásia deverá ter 3,2 bilhões de pessoas, em 2030, na classe média, superando todas as outras regiões do mundo. Em todos os países houve eventos oficiais e empresariais para promover o potencial da agropecuária brasileira junto a autoridades e empresários locais, por meio de seminários ou diálogos empresariais, além de negociações oficiais para abertura de mercados e cooperação institucional.

André Rocha só não participou das rodadas de negócios na China e Coreia. O executivo teve a oportunidade de fazer apresentações sobre a realidade do setor sucroenergético no Vietnam, Malásia e Mianmar. “Há um grande interesse indiano na mistura do etanol na gasolina. O país, maior consumidor de açúcar no mundo, importa muita gasolina e isso pesa na balança comercial. Existem cidades com alto nível de poluição, mas no país só é permitida a fabricação  pequena de etanol, através do uso residual do melaço. São 715 usinas e 40 milhões de fornecedores de cana, sendo que o país é o 2º produtor de cana e 2º  produtor de açúcar”.

André ressalta que já é feita uma mistura de 10 % de etanol na gasolina na Índia, mas a possibilidade de aumentar para 20 % irá abrir uma grande oportunidade de exportação do etanol brasileiro. O comércio do Brasil com a Índia tem muito potencial mas ainda é restrito por causa de barreiras tarifárias e não tarifárias.

Segundo o ministro Blairo Maggi, a missão comercial abriu um novo ciclo para exportações brasileiras  nos países visitados, com o objetivo de contribuir para atingir a meta de 10% do mercado agrícola internacional. “Foram ampliadas oportunidades de comércio e investimentos em vários setores do agronegócio nacional. Estima-se em mais de U$ 1 bilhão os resultados mais diretos da missão, entre negócios, oportunidades de investimentos e abertura de mercados” afirmou.

Durante a missão à Ásia, o ministro apresentou o potencial agropecuário do Brasil, que é o maior exportador mundial de soja em grão, café, açúcar, suco de laranja e carne de frango. “O país tem regularidade na produção e na entrega dos produtos ao exterior.”
Blairo também ressaltou a sustentabilidade ambiental  brasileira. “Mostramos lá fora que o Brasil tem um ativo ambiental muito grande. Nossas reservas, nossas florestas não podem ser convertidas em atividades agropecuárias. Quando alguém acessa um produto brasileiro está comprando um pacote ambiental e social”, reforçou Blairo.
O ministro destacou ainda o potencial do mercado asiático para a consumo de alimentos. “Em 2030, o continente terá uma classe média de 3,2 bilhões de pessoas.” Ainda segundo ele, o Brasil é parceiro estratégico para garantir a segurança alimentar na Ásia, assim como essa região é estratégica para ampliar a participação do agronegócio brasileiro no mercado mundial.

 

Canal-Jornal da Bioenergia com dados do Sifaeg e do Ministério da Agricultura

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