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Novo modelo de previsão do ONS marca maturidade operacional da fonte eólica

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ONS entregou novo “Modelo de Previsão de Geração Eólica” em evento realizado em conjunto com a ABEEólica, com a presença de cerca de 50 profissionais de empresas do setor eólico.

Em parceria com a ABEEólica – Associação Brasileira de Energia Eólica, o ONS – Operador Nacional do Sistema realizou, em São Paulo, no dia 2 de agosto, encontro com o objetivo de formalizar a entrega do “Modelo de Previsão de Geração Eólica”. Um modelo único, de código aberto e, portanto, domínio público com objetivo de aperfeiçoar o aprendizado em geração eólica e contribuir para uma operação de boa previsibilidade, garantia de suprimento e redução de custos.

O modelo apresentado e disponibilizado no evento foi discutido previamente em diversos fóruns e havia sido introduzido inicialmente em dois Workshops com agentes, sendo o último em 07/03 no ONS. A abertura do evento foi realizada por Francisco Arteiro, Diretor de Planejamento e Programação da Operação e Elbia Gannoum, presidente executiva da ABEEólica.

“O modelo entregue pelo ONS é um marco do setor porque deixa claro que a inserção de mais eólicas em nossa matriz não só é possível de ser feita com segurança, como também com uma previsibilidade cada vez maior. É um modelo que representa a maturidade e consolidação da eólica”, explicou Elbia Gannoum, presidente executiva da ABEEólica.

Francisco Arteiro explicou que o modelo apresentado é único no Brasil, com código aberto e que, portanto, vai evoluir com base em contribuições de todos os usuários. Ele ainda explicou que será criado um grupo com reuniões periódicas com profissionais que utilizam o modelo para discutir aprimoramentos que venham a ser necessários.

“Nós temos tido uma margem de acerto para a previsão global na região nordeste bastante boa. A geração eólica raramente, depois que nós entramos com esse modelo, tem imposto reprogramação de geração por violação de reserva de potência. Ou seja, temos lidado de forma tecnicamente correta com a intermitência da fonte eólica, operado direitinho dentro da margem de controle automático de geração, que é o grande objetivo, permitindo reduzir o referido montante de reserva de potência”, explicou Arteiro

Logo após a abertura, foram realizadas apresentações técnicas por profissionais do ONS com informações como a representatividade da energia eólica para o sistema e os passos indicativos para instalação do sistema de previsão de geração eólica. No que se refere à representatividade, destaque para a região nordeste que, na média em 2016, foi atendida em 30% só de geração eólica. No primeiro semestre de 2017, o percentual se manteve o mesmo, o que significa que teremos um aumento na média anual já que o segundo semestre tem geração eólica mais relevante para o sistema dado o período seco.

Muito comentada pelo setor elétrico, a intermitência da fonte eólica foi explicada considerando o cenário atual: quanto mais usinas eólicas temos espalhadas por diversas regiões, diminui a variabilidade da geração eólica, chegando a atenuar as flutuações para o sistema à medida que se aumenta o número de parques e a dispersão espacial entre estes.

 ABEEólica