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FGV divulga dados sbore emissões de gases de efeito estufa e discute energia renovável

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O Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHGP) é uma iniciativa voluntária que incentiva a realização e publicação de inventários de emissões de gases de efeito estufa (GEE) de organizações no Brasil. Com o objetivo de estimular esta cultura, torna acessíveis gratuitamente métodos e ferramentas que auxiliam organizações na tomada de decisão para a mitigação de seu impacto sobre o clima.

Para divulgar publicamente os inventários das organizações membros, todos os anos é realizado o Evento Anual do PBGHGP pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade (GVces) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). No evento realizado ontem, em São Paulo, foram apresentados dados referentes a 2017, com a participação de 142 organizações de 18 diferentes setores em seu Registro Público de Emissões, incluindo empresas relevantes da economia do país.

Os resultados preliminares refletem a importância desse grupo: o total relatado pelos membros representa mais de 13% do total das emissões de gases de efeito estufa (GEE) do Brasil, se descontadas as emissões relacionadas a Mudança do Uso da Terra e Florestas.

Além do registro público de emissões, o PBGHGP e as demais iniciativas do GVces (como a plataforma Empresas Pelo Clima) trabalham fomentando a gestão e a redução das emissões de seus membros, sendo o inventário o primeiro passo para a transição de uma organização para uma economia de baixo carbono – o que significa inovar processos produtivos e implementar soluções tecnológicas que resultem em menos emissões de GEE, com destaque para a busca de eficiência energéticas e fontes renováveis para geração de energia.

Neste sentido, uma das agendas de trabalho do PBGHGP durante 2017, e que será o destaque nas discussões do Evento Anual, é a criação de novas regras para comunicação das energias renováveis nos inventários corporativos já a partir de 2018 e a importância do fomento destas fontes no país – uma vez que o Brasil é signatário do Acordo de Paris e possui compromissos públicos firmados em sua NDC para a redução das emissões nacionais, o que inclui o aumento da participação das fontes renováveis na matriz energética.

O Evento Anual do PBGHGP reuniu especialistas em sustentabilidade, energia e finanças para debater como e porque o setor privado deve ter um olhar atento para as renovável nos próximos anos. A pauta teve também a análise sobre o potencial dessas fontes (como os biocombustíveis, a energia eólica, solar etc.) para mitigação de emissões de GEE e como essa agenda conversa com outros mecanismos que estão sendo estudados pelo governo federal a fim de garantir o atingimento da meta nacional de redução.

Apesar de seu caráter voluntário, as organizações participantes do PBGHGP já estão se preparando para aproveitar contrapartidas positivas que surgem por realizarem seus inventários. Exemplos disso vêm da administração pública: os estados do Paraná e Minas Gerais já garantem benefícios, entre eles descontos em taxas e encargos, para aquelas empresas que comunicam seus inventários de GEE; enquanto que São Paulo e Rio de Janeiro condicionam, em alguns casos, a emissão de licenças ambientais às empresas que elaboram inventários de emissões. Os quatro estados se mantêm alinhados e recomendam o GHG Protocol como metodologia válida para ser seguida pelas empresas que preparam seus inventários.

Desde sua criação, o Programa Brasileiro tem desempenhado um importante papel em disseminar o método e a ferramenta de cálculo que auxiliam as organizações no processo de realização do inventário. Até 2017, após 9 anos de existência, já foram capacitados 1.560 gestores empresariais no método do GHG Protocol, o mais utilizado no mundo para a contabilização e relato de emissões de GEE. Paralelamente, também foram disponibilizados publicamente mais de 1.830 inventários de GEE no Registro Público de Emissões de GEE, fazendo desta a maior plataforma online de publicação de inventários da América Latina.

Para saber mais sobre o Programa, acesse: www.fgv.br/ces/ghg.

 

Canal-Jornal da Bioenergia com assessoria da FGV

 

 

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