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Safra de cana acelera ritmo

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De acordo com dados da Consultoria Datagro, a safra atual será mais acooleira, sendo que a produção de etanol será de 32,96 bilhões de litros, alta de 18,3% sobre o volume da safra anterior, que foi de 27,86 bilhões de litros. O mix para o açúcar deve encerrar 2018/19 com 35,8%, com uma produção de 28,99 milhões de toneladas, redução de 24,9% sobre o volume de 2017/18, de 38,59 milhões de tons.

Para o açúcar o mix ficou em 35,3%, com uma produção que pode chegar a 26,51 milhões de tons, 26,5% menor sobre o volume de 2017/18 que foi de 36,06 milhões de tons. Considerando apenas os resultados da região Centro-Sul, a moagem deverá totalizar 570,56 milhões de tons, redução de 4,3% sobre as 596,31 milhões processadas em 2017/18.

A estimativa para produção de etanol na região Centro-Sul é de 30,2 bilhões de litros, sendo estes 29,05 bilhões de litros de cana e 1,15 bilhão de litros de etanol de milho. A safra 2018/2019 deve terminar com 30,82 bilhões de litros do biocombustível, alta de 18,1% em relação ao volume do ano passado.

Para a temporada 2019/20, a Datagro projeta que a safra no Centro-Sul atinja 583 milhões de toneladas. A estimativa é feita com base na melhora das condições climáticas. O rendimento industrial deve ser de 137,8 kg ATR/tc, com uma oferta total de ATR podendo chegar a 80,3 milhões de toneladas.

Com base nas atuais condições de preço, o mix para o açúcar deverá ser de 38,8% em 2019/20. Com isso, a produção de açúcar deve alcançar 29,7 milhões de toneladas, ante 29,1 milhões previstas anteriormente e 26,51 milhões de 2018/19.

Investimentos

O diretor-presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Evandro Gussi, destaca que o setor sucroenergético busca eficiência, que é o que estimulará o crescimento desse segmento. Gussi cita que, hoje, 50% das unidades produtoras tem capacidade de captar recursos e, consequentemente, fazer novos investimentos. “Cada vez que uma unidade fecha as portas ou entra em recuperação ganha destaque na mídia, mas pouca gente fora do setor sabe que hoje mais de 50% as unidades produtoras de açúcar, etanol e bioeletricidade goza de um grande potencial de alavancagem. Elas têm todos os requisitos para captar recursos. E nosso papel é colaborar para a criação de um cenário de previsibilidade, para os investimentos e, também, do comportamento setorial.”

Com relação à nova safra, Antonio de Padua, diretor-técnico da Unica, considera que não deve ser muito diferente da anterior, tendo em vista que a lavoura está antiga. “O plantio que ocorreu em 2018 foi inferior em 3% do que ocorreu em 2017. Houve veranico de maio até julho em algumas regiões. Toda aquela área colhida sofreu porque não veio chuva e não houve boa brotação da soqueira. A cana plantada em janeiro também sofreu retardamento”, comenta. A partir de outubro houve melhora das condições climáticas. Em janeiro faltou água, mas o solo ainda tinha muita umidade. Houve expectativa de que a safra fosse quebrar devido a pouca umidade, o que não ocorreu.

Etanol de milho

Na safra paasada, Padua relembra que foram produzidos 26,4 milhões de toneladas de açúcar, chegando a mais de 30 milhões de litros de etanol, incluindo cana e milho. A expectativa agora é que haja aumento da produção de etanol de milho e que novas plantas de cana comecem a funcionar. Quanto à produção de etanol de cana, as estatísticas vão depender das variações do mercado de açúcar. “No curto prazo, o mercado de açúcar não deve ter nenhuma reação. O mercado de etanol continua favorecido – a safra vai continuar forte nessa produção. No decorrer da safra, quando chegar setembro, em que a cana está com qualidade melhor e começa a nova safra mundial de açúcar, sem duvida pode ter algum incremento na produção de açúcar, mas a safra vai continuar alcooleira. O que reduzir no etanol de cana vai compensar na produção de etanol de milho”, pontua.

Canal-Jornal da Bioenergia